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quinta-feira, 18 de agosto de 2022
TIA NEIVA E A ENERGIA DA ESTRELA
SALVE DEUS! SER UTIL SERVINDO AOS NOSSOS IRMAOS COM A PRESENCA DO PAI SETA BRANCA E NOSSA MAE CLAREVIDENTE, QUE NOS DEU A OPORTUNIDADE DE DIVULGAR ESTE ACERVO DOUTRINARIO COM ALEGRIA. E UMA PRECE DE GRATIDÃO AOS NSSOS CORACOES.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Palestra do Primeiro Mestre Jaguar no Solar das Yuricis - 2004
Aqui voce é uma coisa e lá fora é outra ? ... As coisas mudam ? ...
É a roupa que nos faz ? ... Não é!
Nestor
Salve Deus,
No templo mãe se realiza todo terceiro sábado do mês uma escalada com a participação dos Príncipes Mayas e Yuricis e no intervalo entre a segunda e a terceira consagrações, sempre há uma reunião de cunho doutrinário. Em uma dessas oportunidades o Primeiro Mestre Jaguar proferiu essa palestra, no auge de sua experiência doutrinária ele nos traz mais um pouco de sabedoria, conduta doutrinária, histórias de Tia Neiva e motivação que precisamos para continuar aprendendo sempre.
A equipe do Mestre Jaguar
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Aula de Tia Neiva - 1976.09.26 - Aula para os Aparás
A pessoa vem aqui e não diz, Tia Neiva me curou, Seu Mário me curou, não ... Ela diz: Fui no templo e os trabalhos do Vale do Amanhecer me curaram"
Tia Neiva
Esse é um trecho final de uma aula com algumas orientações da Tia para os aparás
O médium apará "super-médium"
A energia "extra-etérica"
O médico de cura
O caboclo
As curas do Vale do Amanhecer
Uma carta de Portugal sobre uma cura recebida
A invocação com a incorporação dos caboclos e princesas. Parte 1
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Aula de Tia Neiva - 1976.06.13
Os pedidos, as 'graças' espirituais,
Ensaio geral ou escalada ?
O poder da Anodização para atender os pedidos
As brincadeiras de Tia Neiva e Pai Zé Pedro e a manipulação de energias. O que é Jaguar?
O trabalho de Mestre Jesuíno e a graça recebida.
A cassandra do Reino central
A criaçã do Boqueirão
A manipulação do espírito que chega ao esquife
A chegada da Prece Luz
Tia Neiva faz um trabalho de invocação com os mestres cantando o hino oficial.
Parte 1
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Curso de Sétimo de 1994 - Sétima Aula
O primeiro mestre Jaguar nos traz ensinamentos sobre
- As comunicações
- Os Falcões
- O Vale das Sombras
- A atuação dos espíritos neste final de ciclo
- Como identificar as entidades
- Os Elítrios
- Plexo físico, Microplexo e Macroplexo.
- As cobranças
- O que é um sétimo Raio ?
- Indução Cabalística com as emissões do Trino Sumanã e Adjunto Muyatã
Parte 1
Curso de Sétimo 1994 - Sétima Aula - Parte 1.mp3
Parte 2
Curso de Sétimo 1994 - Sétima Aula - Parte 2.mp3
Desejo de aprender sempre,
Equipe do Mestre Jaguar
Curso de Sétimo 1994 - Sétima Aula - Parte 1.mp3
Parte 2
Curso de Sétimo 1994 - Sétima Aula - Parte 2.mp3
Desejo de aprender sempre,
Equipe do Mestre Jaguar
sábado, 30 de março de 2013
Aula de Tia Neiva - Os pedidos - 23/05/1976
"Nós temos que saber o que pedir a Deus."
Tia Neiva
Um alerta de nossa mãe clarividente para os pedidos que costumamos fazer e também os que costumamos atender. Como sempre ela trás um exemplo aprendido na prática. Esse é um dos casos que acontecem quando não estamos bem preparados para nos conduzir nesse sacerdócio. Ela atendeu a um pedido de um amigo e mais tarde se arrependeu. Pode acontecer com todos nós.
- O fim do mundo. O Terceiro Milênio. A nova Era.
- A realização com a Estrela Candente. A responsabilidade na sua manutenção.
- O colega de estrada de Tia Neiva. O carma adquirido na França por descuidar da família.
- O pedido de ajuda. A decepção de Tia Neiva.
- O legado de Tia Neiva para nós, a doutrina pronta.
- O poder de realizar os reencontros. A obediência as leis.
- O trabalho da Estrela Candente com 14 mestres positivos.
- Os pedidos dos mestres a Tia Neiva. A assistência dela e a possibilidade de atender.
Parte 1
Parte 2
Desejo de aprender sempre
A equipe do Mestre Jaguar
quinta-feira, 28 de março de 2013
Curso de Sétimo de 1994 - Sexta Aula
"Um bom médium, a sua casa é um ponto de luz."
Nestor
Salve Deus,
O grande tema dessa aula é como ser médium. O que é a conduta doutrinária e a nossa evolução.
- A lei de sintonia.
- O nosso compromisso mediúnico
- O trabalho da corrente
- A oportunidade dos espíritos desencarnados
- Ser médium na doutrina.
- A evolução espiritual.
- Nossa família espiritual.
- As colônias espirituais. O tempo que nós jaguares fomos doutrinados.
- Os ensinamentos do Amor.
- História de Jesus no Tibet.
- A colônia Nosso Lar.
- Aceleração das mudanças por ação do plano espiritual.
- O cuidado com a vida material e espiritual.
- O Neutrôn. As bombas atômicas. Efeito Estufa. Camada de Ozônio.
- Humahan.
- Ao final a contagem
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Desejo de Aprender Sempre,
Equipe do Mestre Jaguar.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Curso de Sétimo de 1994 - Quinta Aula
"Nós não temos que nos preocupar com horas trabalhadas ...
temos que nos preocupar é com trabalhos realizados ..."
Nestor
temos que nos preocupar é com trabalhos realizados ..."
Nestor
Salve Deus,
Meus irmãos e minhas irmãs essa aula é boa pela quantidade de perguntas que o Primeiro Mestre Jaguar responde. Ainda nessa aula ela fala sobre as emissões, ainda sem os nomes dos Ministros, Cavaleiros e Guias Missionárias. A entrega desses nomes foi um trabalho criado após a partida de nossa Mãe Clarividente, mas foi feito com tanto amor e a dedicação que nos dá a certeza do seu avinhamento.
Mesmo sem a presença física de Tia Neiva a doutrina nunca parou de evoluir e hoje continua a crescer. É com esse pensamento que devemos continuar a cumprir a missão que o Pai nos confiou.
- A diferença entre mediunização do Doutrinador e do Apará.
- A preparação. Cruzar os braços. O cuidado de fechar o plexo.
- A entrega/elevação do espírito sofredor.
- O que vale mais na contagem dos bônus.
- Bebida alcóolica e tóxicos. Os verdadeiros suicidas.
- O poder da água fluidificada.
- Emissão, Mantras e Invocação.
- Esclarecimentos diversos
- No final a Contagem com o Pai Nosso.
Parte 1
curso de Sétimo de 1994 - 5a Aula - Parte 1.mp3
Parte 2
curso de Sétimo de 1994 - 5a Aula - Parte 2.mp3Desejo de aprender sempre,
Equipe do Mestre Jaguar
quinta-feira, 7 de março de 2013
Reunião dos Trinos com o Povo de Ipatinga-MG - Novembro de 1996
"Não basta que nós conheçamos as leis e os ensinamentos do amanhecer, é necessário que nós transformemos esses ensinamentos em energia ..."
Nestor
Salve Deus meus irmãos e irmãs,
no intervalo da Consagração de Adjunto os três Trinos Presidente Triada se reuniram com o povo de Ipatinga para uma pequena confraternização e foi muito interessante ver Nestor tranquilo e feliz com os rumos que a doutrina estava tomando naquele momento.
O que deveria ser uma singela homenagem do povo Narone aos trinos se tornou uma aula do Primeiro Mestre Jaguar. Graças ao mestre Joaquim Alves que teve o cuidado de registrar tudo teremos mais essa oportunidade de aprender.
no intervalo da Consagração de Adjunto os três Trinos Presidente Triada se reuniram com o povo de Ipatinga para uma pequena confraternização e foi muito interessante ver Nestor tranquilo e feliz com os rumos que a doutrina estava tomando naquele momento.
O que deveria ser uma singela homenagem do povo Narone aos trinos se tornou uma aula do Primeiro Mestre Jaguar. Graças ao mestre Joaquim Alves que teve o cuidado de registrar tudo teremos mais essa oportunidade de aprender.
Desejo de aprender sempre,
A equipe do Mestre Jaguar
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Curso de Sétimo de 1994 - Quarta Aula
"Pedi, e dar-se-vos-á, buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo o que pede, recebe; e o que busca, acha; e a quem bate, abrir-se-á. Ou qual de vós, porventura, é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, porventura, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Pois se vós outros, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas dádivas aos que lhas pedirem.
(Mateus, VII: 7-11)."
Salve Deus,
Mais uma vez iniciando com Mayante, nossa aula com o nosso Primeiro Mestre Jaguar trará muitos ensinamentos práticos e objetivos para nossas vidas e nossas missões. Nessa aula ele dá uma bronca numa comversa paralela que estava havendo no templo e atrapalhava a aula, é por isso que ele construiu essa fama de durão.
- Conduta Doutrinária. Compromissos firmados com o plano espiritual.
- A necessidade de praticar os ensinamentos do evangelho.
- As oportunidades perdidas.
- O compromisso com a família
- A energia gerada pelo médium e a necessidade de conhecê-la e desenvolvê-la.
- A necessidade do Médium de trabalhar, os cuidados mediúnicos, a conduta do mestre.
- Microplexo, Macroplexo e Corpo Físico.
- A grande transformação. As profecias.
- A verdadeira mensagem das entidades do amanhecer.
- Como formar uma indução cabalística.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Desejo de Aprender Sempre
A equipe do Mestre Jaguar
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Curso de Sétimo de 1994 - Segunda Aula
"Conduta doutrinária é viver os ensinamentos e as leis"
Nestor
Na abertura dessa aula vamos ter a oportunidade de ouvir o primeiro mestre Jaguar fazer a emissão e o 'outro' canto da sua individualidade,que é muito bonito.- Convite aos mestres para manipular uma força em favor dos jaguares.
- O que é o bônus-hora ? Qual a diferença para o bônus da prisão?
- O Exê.
- Conduta doutrinária
- Nossa luta diária. Conscientização missionária
- O neutrôm, como funciona e sua finalidade.
- A nossa força, nossas heranças trazidas por nossa mãe e mentora.
- Explicação detalhada dos trabalhos dos tronos vermelhos e tronos amarelos.
Parte 1
Parte 2
Desejo de aprender sempre,
Equipe do Mestre Jaguar
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Curso de Sétimo de 1994 - Primeira Aula
"As vezes nós estamos cheios de planos, de projetos e
de uma hora pra outra estamos fora...
Nenhum de nós pode dizer que não tem conhecimento da vida eterna."
Nestor
Salve Deus,
Nessa aula o primeiro mestre Jaguar volta a falar um pouco do período em que se afastou e para nossa felicidade retornou e trouxe a marca de um novo ciclo de mais consciência e mais conduta doutrinária para nós jaguares.
- Conduta doutrinária.
- Exercer a mediunidade pelo amor.
- A fase da empolgação, a missão.
- O exemplo que se deve dar.
- A falta de amizade e compaixão entre nós.
- Os 100 anos na colônia
- Necessidade de melhorar
- A emanação adquirida
- As mensagens do Pai Seta Branca
- A evolução do planeta e a nossa evolução
- A alteração do nível do mar
- Ao final a indução cabalística contando com as emissões e cantos dos representantes dos cavaleiros :
Reili mestre Fróes,
Lança Reino Central mestre Caldeira,
Dubali mestre Mário Quioshi e
Lança Vermelha mestre Éfren
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Desejo de Aprender Sempre
A equipe do Mestre Jaguar
Novo Ciclo
Salve Deus,
Estamos retomando mais uma vez as publicações no blog após um período de mudanças, descanso e muito crescimento pessoal.
Assim como a terra precisa descansar para continuar fecunda e não se rache, nós também precisamos para podermos continuar a servir nessa missão que nos foi confiada.
Sabemos que a caminhada é longa e requer muita paciência, ou como diria o Pajé muita "taca" no lombo (taca pra quem não sabe é surra mesmo). É uma frase do Nestor que sempre volta nas nossas conversas. Então nada melhor que retomar as publicações com as palavras do nosso instrutor maior.
Agradeço a todos pela compreensão e vamos continuar caminhando juntos. A nossa frente segue sempre o Pai Seta Branca abrindo os nossos caminhos nessa jornada.
Desejo de Aprender Sempre
A equipe do Mestre Jaguar
Estamos retomando mais uma vez as publicações no blog após um período de mudanças, descanso e muito crescimento pessoal.
Assim como a terra precisa descansar para continuar fecunda e não se rache, nós também precisamos para podermos continuar a servir nessa missão que nos foi confiada.
Sabemos que a caminhada é longa e requer muita paciência, ou como diria o Pajé muita "taca" no lombo (taca pra quem não sabe é surra mesmo). É uma frase do Nestor que sempre volta nas nossas conversas. Então nada melhor que retomar as publicações com as palavras do nosso instrutor maior.
Agradeço a todos pela compreensão e vamos continuar caminhando juntos. A nossa frente segue sempre o Pai Seta Branca abrindo os nossos caminhos nessa jornada.
Desejo de Aprender Sempre
A equipe do Mestre Jaguar
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Aula de Tia Neiva - A vida de Pai Seta Branca - 22-02-1976
"Pai Seta Branca prometeu a Jesus, nos unir, nos doutrinar, nos esclarecer"
Tia Neiva
"Estarei sempre alerta, sempre que precisares de mim.
Como Clarividente, como médium de incorporação e como mãe."
Tia Neiva
"Estarei sempre alerta, sempre que precisares de mim.
Como Clarividente, como médium de incorporação e como mãe."
Tia Neiva
Salve Deus,
Essa aula que está sendo postada na íntegra já teve parte de sua gravação publicada ( veja em A história de Pai Seta Branca). A intenção aqui é O interessante porém é que pelo conteúdo das lições, com uma melhor qualidade do áudio e para melhor detalhar os assuntos ministrados.
Parte 1
- Servir sem ser servido. Conscientização dos mestres. Quem é o Pai Seta Branca.
- Os trabalhos. A cura de um paciente desenganado.
- O elogio recebido.
- A conduta dos médiuns de incorporação, as profecias.
- O fim dos fanatismos, de acender velas.
- Como foi o início de sua vida espiritual e as renúncias que ela teve que fazer.
- As provações, a doença, as dificuldades enfrentadas e perante todos.
- A nossa preparação e a razão das dificuldades que nós também passamos.
- A diferença entre servir e ser servido.
- Como devemos proceder na doutrina. O resultado em nossas vidas.
Parte 2
- A partida dos Jaguares da terra. O Lago Titicaca.
- As reencarnações de Pai Seta Branca e a sua preparação para a volta do Jaguar.
- A missão como cacique na Bolívia, nos ensinar a manipulação mediúnica na força de Deus.
- A visita do chefe Inca.
- As dificuldades em se locomover devido a picada de cobra.
- Os 800 índios e o "Cacique Guerreiro Seta Branca".
- A elevação da lança branca e o fenômeno do céu.
- O cavalo ajoelhado e a vergonha do espanhol "Tiãozinho".
- O prêmio recusado do chefe Inca. A festa de comemoração pela "vitória".
Parte 3
- Nossas vidas passadas em Esparta e Atenas.
- A preparação dos Espartanos para essa era no Brasil.
- A volta no império Romano.
- Os espíritos que se acrisolaram em elítrios.
- O exército de Pai Seta Branca e o socorro final, a sua vontade de servir.
- A comunicação do Cacique com as naves e as chalanas. Aparição das naves.
- Os índios de uma tribo no Xingu. O esclarecimento para o índio que queria "desencarnar".
- As visitas dos capelinos aos índios. Templo mãe e Capela. A mediunidade nos índios.
- A desintegração das naves na lua.
- A desintegração dos espíritos da matéria. A materialização e as comunicações.
- O prenúncio do Solar dos Médiuns. As expectativas nos novos trabalhos que iriam chegar.
- O juramento da iniciação e a obrigação da humildade do apará para o doutrinador.
- O verdadeiro proceder de um preto-velho perante o doutrinador.
- O valor do Amor, da Tolerância e da Humildade, nada passa despercebido.
Parte 4
- Um pouco mais do proceder de um preto-velho.
- As interferências e o papel do doutrinador.
- A interpretação das comunicações.
- A manipulação, a concentração e a mensagem final.
Desejo de Aprender Sempre,
A Equipe do Mestre Jaguar
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Aula de Tia Neiva - Armar-se Contra Si Mesmo - 23/11/1975
Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeira a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão. (Mateus, VII: 3-5).
Salve Deus,
Passado quase um mês da primeira elevação de espadas, nossa mãe vem cobrar a conduta do mestrado. Ela já pega pesado logo no início, cobrando a união e a conduta dos mestres. No desenrolar da aula, vamos compreender que se não nos armarmos contra nós mesmos, nunca vamos começar a nos evoluir.
Desejo de Aprender Sempre
"Todo mundo é bom, nós é que somos maus"
Tia Neiva.
Salve Deus,
Passado quase um mês da primeira elevação de espadas, nossa mãe vem cobrar a conduta do mestrado. Ela já pega pesado logo no início, cobrando a união e a conduta dos mestres. No desenrolar da aula, vamos compreender que se não nos armarmos contra nós mesmos, nunca vamos começar a nos evoluir.
- A incompreensão e a desunião entre os mestres.
- As dificuldades físicas de nossa mãe.
- As expectativas do futuro. O que o mundo espera de nós.
- O prenúncio da Estrela Candente.
- As críticas recebidas no início de sua missão.
- Porque temos que nos preparar contra nós mesmos.
- A Lavoura de Pai Seta Branca e o Instrumento da "Discórdia".
- O futuro do Mestrado.
- A história do homem no barraco.
- A história do avô que reencarnou como neto.
- A nossa missão como consoladores.
- A luta da vida e o simbolismo da espada na doutrina.
- Porque não devemos julgar as pessoas. A necessidade de nos preparar.
- Ao final o aviso para a primeira aula da Estrela Candente.
- A concentração no final.
Parte 1
Parte 2
Desejo de Aprender Sempre
A equipe do Mestre Jaguar
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O Representante do Cavaleiro Dubali
Salve Deus,
Um dos mestres mais queridos da nossa doutrina o adjunto Aluxã mestre Mário Kioshi, mestre veterano, foi presidente de vários templos, foi adjunto de apoio da falange Cigana Tagana, era também o representante do cavaleiro Dubali. Apesar de tudo isso o que chamava mais a atenção era sua simplicidade e objetividade.
Nessa palestra ele nos passa os seus ensinamentos práticos e a sabedoria adquirida em muitos anos de trabalho.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Desejo de Aprender Sempre
A equipe do Mestre Jaguar
Um dos mestres mais queridos da nossa doutrina o adjunto Aluxã mestre Mário Kioshi, mestre veterano, foi presidente de vários templos, foi adjunto de apoio da falange Cigana Tagana, era também o representante do cavaleiro Dubali. Apesar de tudo isso o que chamava mais a atenção era sua simplicidade e objetividade.
Nessa palestra ele nos passa os seus ensinamentos práticos e a sabedoria adquirida em muitos anos de trabalho.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Desejo de Aprender Sempre
A equipe do Mestre Jaguar
domingo, 30 de setembro de 2012
O Amanhecer das Princesas na Cachoeira do Jaguar - VII
Capítulo VII
Salve Deus!
Meu filho:
Vamos voltar à Cachoeira do Jaguar. Vamos mais uma vez sentir a realização daquele Povo, os nossos antepassados.
É filhos, quem diria que aquela filosofia de Pai João e Pai Zé Pedro partisse daqueles Nagôs? Sim filhos, é preciso que conheçam a vida fora da matéria, sabendo que vivemos na Terra a experiência de que somos testados pelos nossos amores, e pesados pelos nossos corações.
Vivemos neste Globo Terrestre onde analisamos a um ovo; a vida atmosférica que não nos dá a mínima condição de viver sem dispensar as normas reais da vida. E assim, como ocorre na Terra, muito mais é no espaço, onde o poder do Pensamento Criador é incomparavelmente maior.
Depois de atravessar uma pequena clareira, vamos encontrar os nossos queridos Pai Zé Pedro e Pai João no verdadeiro caminho que nos une à Eternidade.
Tudo era movimento, no dia que Pai João e Pai Zé Pedro foram chamados para o Sono Cultural.
Salve Deus!
Pai João e Pai Zé Pedro se preparavam para o anfiteatro. Suas cabeças não haviam despertado daquele triste crepúsculo na Terra, na Cachoeira do Jaguar. Sentados em frente de uma grande tela, que nos Planos Espirituais do Canal Vermelho é como um cinema; aparece tudo que queremos saber de nossa vida na Terra. Pai João e Pai Zé Pedro viam com paixão tudo que lhes era tão caro; aqui e ali os dois comentavam:
- Todos, todos estavam ali conosco.
- Sim! (dizia um ao outro) Viam tudo...
Nisso ouviu-se um soluço, era Efigênia que soluçava por não poder mais voltar a Terra, pois o seu crânio ainda merecia cuidado.
Nisto ouviram também alguém que chegava:
- Oh! Quantas saudades... falaram muito, tudo o que se passou, como se tivessem perdidos de vista. Depois Pai João perguntou:
- Por quê Efigênia não pode voltar a Terra?
- João (falava Vô Agripino): As forças biogênicas são transmutações das Forças Cósmicas. A função da matéria é organizada pelo sistema do Corpo Etérico. O corpo é sempre um e o mesmo tem sua origem na matéria orgânica, metamorfose da Matéria Cósmica. As funções são muitas e várias. Têm sua origem nos fenômenos vitais, que é criado pela matéria inorgânica que forma o corpo bruto, inerte, sem atividade própria. Efigênia naturalmente não está preparada para tanto. Ouviu-se um estrondo... O quadro se modificou.
Vô Agripino sorrindo disse: - Vou lhes dar uma rica surpresa.
- Ah! Lá estão todos que irão voltar...
- Onde estamos? (perguntou Pai Zé Pedro).
- Na Mansão dos Jaguares – E quem você está procurando Zé Pedro?
- Eufrásio!
- Ah! Sim, (disse Pai João) Eufrásio ainda não chegou.
Perguntaram quanto tempo já se encontravam ali. Cinco anos e no entanto estavam todos ali. Sim, pensava Pai Zé Pedro: No Universo não há inércia. O movimento é incessante. A atividade é essencialmente produtora e as forças não param. Se ficarmos parados ela se vai e ficamos sós. Sim, repetia ele, o homem é portanto o Microcosmo, matéria e força, corpo e funções; o corpo físico não gera a vida ou a força promotora dos movimentos, mas absorve-os. O organismo é um reservatório universal, é assim o instrumento da vida, aparelho que varia do infinito, aos pesados contatos da Terra que alimentam as células vegetais...
Sim, a experiência foi muito brusca, muito fatal. Pai João e Pai Zé Pedro não sabiam, nem mais nem menos o que estavam fazendo. Levados pelos arrolhos dos tumultos, arrastavam em suas mentes aquele crepúsculo final. Sim. Perguntavam-se sempre: Porquê uma dor tão grande? Verdade! Lembravam-se na Cachoeira... Os dois presos, soterrados da cintura para baixo, sem poder socorrer os demais, até que outra avalanche os levasse para o fim.
Sim, pensavam, ficamos presos por castigo de Deus? Perguntavam sempre. Ficamos presos por reparação... castigo?... Eram as dúvidas e os conflitos daqueles dois. Porque suas cabeças não sabiam analisar, os dois presos para assistir toda a catástrofe. Sua revolta já estava levando-os a descambar para “Ponta Negra”.
Verdade, amamos na Terra e no entanto sofremos tanto! – Cadê o Vô Agripino? – Ficou com as crioulas e os Nagôs? – Porquê saímos de perto deles?
Porque nossas mentes têm que se encontrar por si mesmas e não vê Zé Pedro, aquele bendito arrolho nos jogou para aqui sem que nós sentíssemos?
Nisto ouviram um grito que penetrava diretamente em seus ouvidos: - Tibério, eu sou e serei o teu Cônsul fiel, tenho prisioneiros: Marcus Cláudio e Vinícius os teus traidores. Os dois homens soterrados naquele imenso pântano. Saiam chispas de fogo pelos olhos. Pai João e Pai Zé Pedro se olhavam sem nada poder dizer. Porém, o homem continuava sua obra. – Marcus Vinícius, o traidor!
- Sim, diziam os nossos queridos, não temos dúvidas, o quadro era idêntico, somente o ódio daquela gente era o oposto da Cachoeira do Jaguar.
Quando se deram conta de si, estavam na Indumentária de Tibério (Pai João) e Marcus Vinícius (Pai Zé Pedro). Os Espíritos do triste comício agora gritavam com mais intensidade, foi na deposição de Gália, lembrou-se Pai João.
- Oh! Meu Deus, porque estamos aqui?
- É a misericórdia de Deus. Sim, não acreditamos nem mesmo em Vô Agripino, e olhando para suas novas vestimentas, Pai Zé Pedro gritou: Fujamos daqui antes de sermos vistos nestas Indumentárias! Vamos daqui! Nisto ouviu-se um assovio e um grupo de Cavaleiros surgiu, se espalhando por todo aquele pântano, ficando somente um Luminoso, que se aproximou dos nossos queridos e num tom de crítica prestou homenagem aos dois, que ainda vestiam as Indumentárias. Pai João e Pai Zé Pedro sentindo a maior humilhação disseram:
- Viemos recentemente da Terra.
- Estou vendo, porém nem tão recente. Sei que sofreram muito nesta jornada a ponto de perderem a sua Individualidade. Esqueceram-se do Amor de Deus, cumpriram com Amor e Dignidade a Missão na Terra; no entanto aqui, depois de cinco anos, estão para cair apenas por não terem encontrado a razão do seu crepúsculo. Egoísmo, o egoísmo poderá arrastar tão grandes e nobres Missionários?
- Porque estamos assim? (perguntou Pai João) Vestidos assim?
- A falta de segurança e de Amor a Deus.
- Nos culpamos por ter ficado presos, vendo toda a tragédia sem poder nos movimentar, vendo todos perecerem. Tememos que fosse uma reparação e no entanto não sabemos onde ficou o erro.
- Pelo que sei Vovô Agripino os orientava dando-lhes lindas lições.
Nisto gritou Zé Pedro: João, João Nagô! Tire depressa de sua mente esta roupagem. Os dois começaram a rir e abraçados, tudo se modificou. Agora olhavam para o Vale Negro. Lá embaixo tudo já estava diferente, os Centuriões já os haviam levado em suas Redes Magnéticas.
- Oh! Meu Deus! Como nos martirizamos. – Sim Zé Pedro, talvez queríamos ser recebidos com festa.
Pai Zé Pedro e Pai João sentaram-se na primeira Pracinha e tristes começaram suas queixas: - O que será de nós? Temos que receber uma Missão e ficar juntos outra vez.
Sim meus filhos, agora eles se recordavam mesmo de tudo...
Quando estavam falando chegaram as sete Crioulas e tudo foi festa. Jurema já parecia uma Princesa.
- Onde andavam meus queridos irmãos? Sabemos que estavam juntos, dizia com graça, daqui onde estamos avistamos tudo, até mesmo “Ponta Negra” e o “Vale Negro”.
Quando Jurema terminou, Pai Zé Pedro disse baixinho: - Te viram na encarnação do Imperador Tibério César.
- E você Marcus Vinícius.
- Sim (disse Jurema) Salve Deus! É natural que façamos estas reparações. É difícil entender, estivemos ali e tudo foi como se Deus nos quisesse testar.
- Sim, já entendemos tudo, Tibério enterrava os seus prisioneiros até a cintura e deixava que os bichos os comessem ainda vivos, no entanto não nos deixou vivos por muito tempo.
Nisto uma pequena luz aparecia ao longe.
- Olha! Disse Jurema. Olha Zé Pedro! Jerônimo soube que os senhores estão aqui e vem lhes ver.
Pai João e Pai Zé Pedro se olharam, sim, como Jerônimo?...
- Oh! Zé Pedro e João! Disse Jerônimo todo feliz. Vim buscar os senhores para a nova Mansão dos Jaguares.
- Jerônimo, meu Jerônimo, como pode tanta compreensão?
- Sim, disse Jerônimo, tenho a cabeça e o coração bem menores que o dos senhores, por conseguinte, a missão foi menor também.
- É verdade, tudo vem de um Plano de Deus. Sim! Remataram...
Ouviu-se um estrondo, eles já estavam perto da Mansão dos Jaguares. Jerônimo mostrava tudo por onde passavam. Sim, Jerônimo já estava ali há sete anos e sempre foi um Espírito conformado. Por último, vendo a admiração de Pai João e Pai Zé Pedro, disse: - Sabe meus queridos Mestres, tenho tudo que me ensinaram na minha cabeça, só Deus poderá lhes pagar.
- A nossa Doutrina não chegou para nós: Vê que já estávamos descambando para “Ponta Negra”.
Nisto ouviram vozes: Eram Antera, Zefa, Lívia, Emerenciana, Maria Conga, Sabina e Cambina, e junto os Nagôs, só faltava Eufrásio. Foram abraços e comentários como se estivessem chegando de uma grande viagem.
Pai João se ligou a Antera e quando viram já estavam com uma nova roupagem.
- Por Deus não te reconheceria, se tu também não estivesse junto com os outros.
Todos entraram e os dois foram para uma Pracinha recordar as suas façanhas na Terra. Foi um tempo bonito, todos se conheceram em casais, saíam e com saudades esperavam o Amor de Deus.
Já era hora da prece... “do Canto Universal”. Saíram dali e foram ao “Campo de Morsas” vibrar para os que ainda estavam na Terra.
- Como? Perguntou Pai João.
- Sim, no “Campo de Morsas” vibram os que ainda têm os seus familiares na Terra.
- Tens alguém, Zé Pedro?
Este surpreso respondeu – Tenho... tenho o meu Sinhozinho e minha Sinhazinha.
- E eu (disse Janaína), vou devolver-lhes as rezas que fizeram pensando que eu estivesse morta.
- Onde estão os teus familiares Janaína? Perguntou Jerônimo.
- Na Europa, respondeu.
- Se é na Europa, é logo ali...
Todos sorriram, vendo a verdadeira família.
Nisto o jovem Tomáz, que se vestia como um belo Fidalgo Grego, foi se juntar a Janaína.
- Tomáz! Gritou Pai João meio ressabiado. Tomáz, meu querido Tomáz! Como sofremos por tua partida.
- Sim, pelo que sei, e partiremos em breve.
- Oh! Meu Deus! Disse Jurema que estava ao lado de Japuacy, também na roupagem de cidadão romano.
Verdade, até parece conto de fadas; todos com seus amores chegaram ao grande e luminoso “Campo de Morsas”. Todos estavam em suas afirmações sentindo aquela força em perfume que exala dos Mundos Espirituais de Deus. As energias iam e vinham como laços de fitas. Pai João e Pai Zé Pedro sorriam e choravam, vendo aquela maravilha que jamais pensaram existir. Risos e luzes. De repente começou o sermão. A Voz Direta que também era maravilhoso.
- Salve Deus! Quem está falando? Quem fala em nós como se nos conhecesse?
- São as Vozes dos Ministros que nos preparam para voltar a Terra.
- Como poderemos partir com todos os nossos amores?
- Sim meu filho, como será a despedida dos nossos queridos? Veremos no próximo capítulo.
Com carinho.
A Mãe em Cristo...
Tia Neiva
Obs: Sempre solicitada em muitas sintonias, a Clarividente não prosseguiu com a história. Salve Deus!
domingo, 23 de setembro de 2012
O Amanhecer das Princesas na Cachoeira do Jaguar - VI
Capítulo VI
Salve Deus!
Meu filho Jaguar!
As trevas da noite nada significam para o Espírito, pois este vê através do seu resplendor.
Sim meu filho, declaro com toda confiança, que não está longe o dia em que a ciência irá se colocar diante desta realidade que é a reencarnação.
Ninguém poderá impedir o progresso. O mundo de hoje está brincando com fogo. O tempo no espaço não se registra. Não se sabe porém os caminhos físicos. No centro nervoso da Terra tudo é lento, tudo vibra para formar a harmonia no centro eterno do homem. Seus rápidos contatos do etéreo-magnético é o bem que lhes dá força. O homem mesmo na sua inconsciência, confirma o seu penhor no eterno e junto aos seus velhos sábios retorna ao seu Sol Interior.
Sim meu filho, breves dias irão chegar em que o Homem Espiritualizado será sentido pelo “PROFANO”, como uma música literária da mais alta sinfonia.
Sim meu filho, segundo as leis e forças que governam todas as coisas que Deus criou, o homem na totalidade, sempre procura empregar sua força mais para impedir o desenvolvimento da Terra. Vê-se assim, como a se punir pelas suas próprias leis. Leis, sempre para punir outros e não sabem se desviar e continuar a punir.
Sim meu filho, não é fácil abandonar a multidão, fixar-se em si para buscar a verdade. E quando conseguimos encontrá-la, é mais difícil ainda permanecer com ela. Permanecer com a Verdade quando a encontramos.
Sim meu filho, com este Espírito de lealdade vamos encontrar o nosso Povo na Cachoeira do Jaguar. Foi tudo muito bem aquele primeiro dia. Curas, muitas curas que se espalharam por toda parte. De longe se viam luzes naquela Cachoeira. Nossos Missionários estavam unidos pelos compromissos Cármicos.
Pai João amanheceu doente. Seis horas da manhã e o céu não clareava, fazendo os pensamentos se encontrarem. Eufrásio entoava um “bendito” da Igreja Católica. Jurema juntou a roupa e desceu com uma enorme trouxa para a fonte, e com ela Janaína, Jandaia e Janara. Alguns Nagôs já voltavam das caçadas e outros seguiam para as roças. As Sinhás preparavam a feijoada e outras ainda reavivavam o fogo da célebre fogueira.
Pai João sentia a tristeza daquela gente e sua mente começou a voltar. Foi quando Pai Zé Pedro chegou fazendo algumas premonições. Sim! Pai Zé Pedro previa alguma dor devido também ao procedimento daquela gente.
Pai Zé Pedro estava triste porque Pai João já havia contado uma certa comunicação sua com Vô Agripino, que segundo os fenômenos habituais, a desarmonia que há horas estava se dando no grupo, era forçada pelas vibrações dos familiares de Janaína. Eles acabariam descobrindo o seu paradeiro. Evidente, seria uma guerra. Perder Janaína seria um terrível descontrole para Jurema. Seus pensamentos não chegaram a se concretizar.
Da entrada da aldeia três cavaleiros gritavam: - Negros! Queremos paz, porém, nos entreguem a Sinhazinha Janaína, porque o Senhor seu pai pede a cabeça de todos vocês que roubaram sua filha.
- Ela não se encontra aqui (disse decidida Jurema).
Janaína, que estava de cócoras, saiu correndo e entrou na cabana de Eufrásio, que tinha um Cravinote na sua cabeceira para se defender de bichos (onças, lobos, etc). Vendo Janaína tremendo de medo, segurou o Cravinote e ficou ali ‘a espreita do que desse e viesse.
Ah! Foi horrível! Os homens desceram dos cavalos e foram direto ‘a cabana de Eufrásio. Este, fazendo um esforço acima de suas condições físicas, vendo o homem quase pegando Janaína, segurou a arma e atirou. Dois ficaram caídos e o outro foi embora pela mata adentro.
Pai João mandou que desarreassem os cavalos e os juntasse à tropa.
Todos correram para a cabana de Eufrásio que só sabia dizer: - Oh! Pai João, pelo amor de Deus, jamais pude pensar em tão desesperado gesto. Sim, Pai Zé Pedro! (Eufrásio continuava a falar) Eu não podia deixar que eles pusessem a mão nesta criaturinha...
Nisto um urro. Reviraram o homem que estava de bruços com a boca no chão, ele ainda estava vivo, porém, o outro estava morto. Foi horrível. Ninguém sabia como proceder. Mas, a verdade não se pode esconder: Estava um homem morto, e o outro ninguém sabia o seu estado de saúde. Somente quando o dia clareou é que foram dar conta da tragédia.
Eufrásio já estava só novamente.
Um grande grito se fez ouvir, era Eufrásio; estava sentado na cama.
- Sim! Pai João, Deus se compadeceu de mim, estou sentado. Oh! Pai Zé Pedro. Todos viraram-se para Eufrásio, ficando a dor da tragédia mais amena.
Maria Conga não parava, enquanto todos sofriam em seu pranto emocional, ela junto à Vovó Sabina e também alguns Nagôs, já haviam cuidado do morto e do ferido, e até já sabiam que o morto se chamava Crésio e o doente Amâncio e que inclusive, estavam por conta própria, ninguém os havia mandado ali. Eram os velhos reajustes da noite fatal na Senzala.
- Oh! Meu Deus! (gritavam todos) Eufrásio vai andar... entre lágrimas, gritos e emoções, Eufrásio dava alguns passos pelas mãos de muitas pessoas eufóricas que chamavam aquele fenômeno de milagre.
Pai Zé Pedro estava em conflito e foi atrás de Pai João.
- Como pode? Matou e ficou curado! Como pode? João, um fenômeno deste?
- Cala-te Zé Pedro! Deixe de fazer julgamento. Estes três homens não eram mandados do pai de Janaína, e sim estavam com má intenção na pobrezinha desta virgem. Olha Zé Pedro, já estamos aqui há mais de cinco anos! Não está lembrado que o Sinhozinho Eric vendeu tudo que tinha e foi embora pensando que sua filha havia morrido afogada? Houve até uma lenda que Janaína aparecia cantando por cima das águas nas noites de lua cheia? De um ano para cá, porém, alguém começou a desconfiar que realmente ela estava aqui. Confiança Zé Pedro! Nas coisas de Deus! Estamos em maremoto, porém, para um nada. É confuso tudo isto, certo?
- Oh! João, graças a Deus! Não sabes o bem que me fizeste.
Pai João mandou um recado para o Sinhozinho de Pai Zé Pedro e este arrumou toda a situação ilegal, inclusive junto ao pequeno arraial de Abóboras.
Eufrásio realmente ficou bom. Então tudo virou. Eufrásio queria procurar a família, os seus e, tão impaciente estava que já se aborrecia por qualquer coisa e por fim se apaixonou pela meiga Iracema. Então, em tudo colocava a amargura. Não parecia mais aquele Eufrásio cheio de cuidados.
Certa noite, a lua estava cheia, ninguém se preocupava com a fogueira. Pai Zé Pedro e Pai João estavam fora, mais para longe da aldeia e começaram a fazer as reparações.
- Eufrásio (comentavam), como uma criatura podia modificar em tantos aspectos, em tão vil procedimento?
- É possível João, alguém regredir tão depressa?
- Sim Zé Pedro, naquela noite trágica, muita experiência Deus nos deu à luz do saber. E eis o que sei dos meus contatos com Vô Agripino: - Eufrásio foi somente um instrumento de nossa evolução – e disse mais: que eu nunca me iludisse com o seu comportamento e nem tampouco com a sua evolução.
Sim, tudo era compreensível, porque o homem não se evolui em tão pouco tempo.
- Oh! Meu Deus! Começo a compreender o que estamos passando.
Nisso chega Eufrásio.
- Pai João, vou-me embora, não estou suportando mais esta vida! Vou sair, vou procurar emprego onde chegar. Darei notícias e jamais irei me esquecer de todos aqui, e muito menos de vocês dois.
Olhando, Pai Zé Pedro, que espantado não dissera uma só palavra, perguntou: - Quando desejas partir?
- Agora (respondeu Eufrásio) e sem muitas despedidas. E foi embora, montado na mula do finado.
Pai João, Pai Zé Pedro e alguns Nagôs que já haviam se juntado ali, estavam perplexos. Ninguém, ninguém deu uma só palavra. Subiram até a aldeia sem comentários e com toda mágoa no coração se sentaram junto à fogueira. Jurema virando-se para Zé Pedro, disse:
- Tenho pena de Vosmecês, e assim dizendo foi incorporando.
- Salve Deus! (era Vô Agripino) Meus filhos! Eufrásio foi embora, cumpriu seu tempo com vocês, não se preocupem que ele não irá muito longe. Fez grandes dívidas nestes arredores. Pagou sua dívida com Janaína e vai se encontrar com sua família aí nas Abóboras. E vocês, João e Zé Pedro, se preparem que virá uma ordem para vocês partirem daqui.
- Nas Abóboras? Sua família aí tão pertinho? (perguntou Pai João).
- Sim! Porém, ele saiu daqui sem saber (continuou Vô Agripino) Sim! Vocês vão partir daqui, partir para bem longe. Jurema, Janaína, Iracema, Jandaia, Juremá, Janara, Iramar, Jazaíra e Jaiza precisam se casar. Esta aldeia já não tem mais energia para vocês.
- Sim! Energia Transcendental, Herança que se encaminha na Lei do Auxílio.
Pai Zé Pedro e alguns Nagôs estavam ainda decepcionados, mal ouviam o que o Vô dizia.
Terminou a sessão e todos tristes, foram dormir.
Sim, nesta época já viviam ali naquela Aldeia 108 personagens. Era uma família que com a saída de Eufrásio, ficou bem mais unida. Só Deus agora daria o destino daquela gente.
Em volta da fogueira todos “murchos”; o coração de Pai João doía... Reagindo, voltou-se para os demais dizendo:
- Meus filhos, o homem não vive com o coração dilacerado pela desilusão. Não fiquem assim compungidos pela falta de Eufrásio.
Alguns comentaram – Eufrásio era tão bom, nos dava tantos conselhos, nos orientava em tudo...
Pai João começou a pensar: Quando o homem se esquece das faltas do outro é porque está se evoluindo. Ali naquele caso, todos só lembravam de Eufrásio na sua boa fase. Sim, Iracema, a crioulinha mais indefesa, e a quem mais fez sofrer...
- Zé Pedro (disse Pai João) Estes são realmente os velhos Reis e Imperadores.
- Por quê João, afirmas com tanta euforia?
- Zé Pedro, o homem que viveu em encarnação superior, digo, de procedência refinada, não perde a confiança em si mesmo. Sempre estão a lhe passar o Espírito de Justiça e não se envolvem em mesquinharias. Somos 108, sabe?
- Sim, foram todos Reis e Rainhas, e todos viverão muito tempo conosco.
- Deveras (disse Pai Zé Pedro) – Eles só se lembram de Eufrásio, de Eufrásio em suas boas ações e de seu martírio na cama.
Continuavam perto da fogueira. Jurema fazia previsões. Chegando a vez de Iracema ela disse:
- Iracema, você voltará para ser a esposa de Petrúcio. Sim, seguirá para muito longe. Iracema e Iramar atravessarão o Espaço para receber a missão e depois voltarão esposas do mesmo Imperador.
- Eu? (espantou-se Iracema), esposa do Imperador?
- Sim! (continuou Jurema) Cujo Imperador será Eufrásio, que neste instante já se prepara para partir no rumo de sua missão.
Deveras, foi horrível aquela noite. Frustramento, sonhos pesados, porém ninguém ousava dizer nada, até que Pai João quebrou o silêncio.
- Sim! (disse Jurema) Uma morrerá e Iramar se casará por último e, depois todos nós partiremos de lá para outro lugar aqui perto...
A vida continuava. Logo se acostumaram com a saída de Eufrásio. Reinava agora um suspense. Sempre sustos, reparações Doutrinárias, uma harmonia quase que de medo. Certo dia Pai João se juntou na fogueira e começou a falar:
- Vejam meus filhos, como a lei segura o homem. Vê-se assim, como o homem pode ser punido pelas próprias leis que estabelece, sem se desviar deles. São as leis feitas pelos homens, que punem. Os Poderes Superiores podem proteger o homem das forças negativas que causam doença e sofrimento, porém, o pedido de proteção, segurança contida de paz, harmonia do nosso todo, isso é possível somente na Lei do Auxílio. Fazendo a caridade é que abatemos na Lei do nosso carma. O sofrimento de hoje é a luz do amanhã. Individualizamos a vida e, no entanto, somos guiados por Deus. Há muitos séculos o homem tentou criar e fez a força cega em si mesma, dirigida pelo Chefe das Almas...
Pai Zé Pedro ouvia atento as palavras de Pai João, e remoia em seu canto a falta, a transformação de Eufrásio.
- João, o quê é Deus? Não é dado ao homem conhecer Deus, que por si mesmo deve compreender? Sabemos que um homem está com Deus pelo seu procedimento. Por que regride o homem? Eufrásio estava em Deus, como pode cair tão de repente?
- Sim Zé Pedro, cuidado com a tua forma de pensar, vancê é um Nego Velho pro chicote e não para julgar com tanta convicção.
Os dois começaram a rir e João disse com Amor:
- Sim Zé Pedro, ouça bem o que diz Vô Agripino: Deus é absolutamente Fé, é absolutamente Razão. E ser a Razão é ser a ciência. Eufrásio não estava em Deus, Deus tentava penetrar apenas em seu coração, como tocou ao vosso naquela noite.
- Como? (pergunta Zé Pedro).
- Assumindo com Eufrásio os seus desatinos! Afirmou Pai João.
- Então tudo foi perdido? (indagou Zé Pedro).
- Não Zé Pedro, nada se perdeu, muito pelo contrário, Eufrásio saiu para cumprir seu destino. Deus não lhe daria o perdão de suas faltas por aquele curto tempo em que esteve paralítico aqui na cabana. Espancou muitos homens, foi o pivô da noite trágica. Quantas mortes em seu nome? Tudo o que aconteceu foi à bem do seu Espírito, não se esqueça do que disse o Caboclo Pena Branca: Breve, muito breve, iremos nos encontrar. Salve Deus!
- João, na verdade o homem não tem capacidade de julgar o outro.
Os dois começaram a sorrir, achando graça daquelas coisas que falaram e que tanto lhes fizera bem. Tudo vinha de Vô Agripino a Pai João.
Felizes, felizes estavam agora. Recordavam de sua vida passada, o porquê daquela escravidão.
A felicidade porém durou pouco. Como por encanto um temporal, como um furacão, ameaçava aquela aldeia – o mar crescia, as árvores chegavam suas copas no chão. Pai Zé Pedro e Pai João juntavam a todos e em súplicas olhavam o céu. As palavras de Vô Agripino, eram agora o leme daquele povo: “CORAGEM! FIRMEZA! A FÉ, O AMOR, SÓ EM DEUS!...”.
Quando a voz do Índio Estrangeiro, como uma melodia de paz se fez ouvir: É A HORA DE POMPÉIA! Foi a Voz Direta.
Todos ouviam e viam seus Olhos Verdes incomparáveis, iluminando naquela escuridão. Logo todos estavam juntos.
Oh! Meu Deus! Em que Plano? Em que Dimensão? Foram todos ou ficou alguém, alguns daqueles pobres Missionários?
Meu filho Jaguar: Nós veremos na próxima semana um outro capítulo, porque Rafael, Jorge, Vildinha, Soares e Izaura precisam de mim, e eu, sua Mãe em Cristo, vou atendê-los.
Sua Mãe em Cristo.
Tia Neiva.
Vale do Amanhecer-DF, 16 de maio de 1980.
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